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07/02 – 3.ª Noite das Artesanais de 2017

Na noite de terça-feira, 7 de fevereiro, ocorreu a Noite das Artesanais no Drakkar Beer & Food promovida pela Acerva Paranaense. Esta edição surpreendeu associados e organizadores pelo número de pessoas que compareceram no evento! No total foram servidas 33 amostras (distribuídas em 1500 copos!), provindas de 25 cervejeiros, associados e não associados. Os presentes puderam degustar os estilos witbier (Erasmo), vienna lager (Tom), weiss (Matulle e Lucas Bonacin), russian imperial stout (Carlão), session IPA (Brunetta, Jonathan, Felipe Lessio), english pale ale (Wilson, João Groger), gose (Lenir/ Erasmo/ Martinez/ Luciano/ Michele), imperial red ale (Ricardo Daldin) AIPA (João Groger), APA (Alan Weiss), golden strong ale (Brunetta), black IPA (Eugênio) dubbel (João Maximiniano e Evandro/ Sérgio), pumpikin ale (Edivan) pumpikin IPA (José Luiz Claudino), berliner weisse de framboesa (Erasmo), IPA (Leandro Negrão), hop weiss (Guilherme Perito), saison de abacaxi (Fábio) e de hibisco (Carlos), stout (Matulle), wee heavy (Lucas Bonacin), blond ale (Leo) e hidromel (Garay). Depois de muitas receitas saborosíssimas (e o grande problema da dúvida em eleger apenas uma única amostra), foi eleita por aclamação a saison brett feita pelo cervejeiro Guilherme Perito, muito lembrada mesmo após tantas outras degustações. Perito tem 26 anos e é advogado; aprendeu a fazer cerveja em um curso de homebrewer na Cervejaria Bodebrown há um ano e meio e decidiu fazer essa receita para agradar o paladar do pai, que gosta bastante das cervejas belgas. Ele se disse surpreso por ter a cerveja eleita, já que a receita vencedora é apenas a sétima receita que fez na vida. Parabéns Guilherme! A Acerva-PR deseja que esse talento perdure em tantas outras brassagens! Também é importante lembrar que o Drakkar Beer & Food, gerenciado por Wilson Galvão, Gustavo Salles e Sinei Galvão, serviu um prato elaborado especialmente para o evento: polenta cremosa com rabada e agrião — os relatos comprovaram que estava divino! Parabéns a todos pela presença! — e, em particular, aos associados Theossi, Garay, Michele, Lenir e Leo por ajudarem muito na distribuição das amostras para todos os presentes, bem como a TODOS que contribuíram para que o evento fosse um sucesso. No ápice, e evento recebeu aproximadamente 60 pessoas. E para quem perdeu essa, não se desespere! Na quarta-feira, 22 de fevereiro, ocorrerá a próxima Noite das Artesanais. Em breve divulgaremos mais informações… Cheers! Confira aqui as fotos na nossa página do Facebook!

10/jan – 1.ª Noite das Artesanais de 2017

Na noite de 10 de janeiro ocorreu a 1.ª Noite dos Artesanais do ano, promovida pela Acerva Paranaense, na CERVEJARIA SAPOPEMBA, em São José dos Pinhais. O evento nada mais é do que uma grande confraternização no qual os associados que produzem cerveja em casa distribuem pequenas amostras de suas produções e recebem importantes feedbacks das mesmas. Para um dos coordenadores sociais da Acerva Paranaense, Lenir Filho, “o evento é um dos principais ambientes de integração entre associados, pois é neste momento em que se trocam informações sobre equipamentos, conversam-se sobre estilos, levantam-se as facilidades dos processos de produção e envase e, principalmente, o que a receita precisa ser corrigida”, enfatizou. Já para Lilian Cristofolini e Carlos Monteforte, proprietários da Cervejaria Sapopemba, receber o evento sempre é prazeroso e rentável. “Sempre procuramos fazer um serviço diferenciado para este evento, contando com um número maior de lançamentos de latas e garrafas e, ainda, com mais torneiras de chope”. Lilian também convidou o Grelha Food Truck, com seus sanduíches diferenciados, para complementar ainda mais a noite. Os estilos que se destacaram foram Sour IPA e Pumpkin Ale (produzidos por Lenir e Michele), IPA (Carlos Monteforte), Witbier (Eugênio Fabian), Wee Heavy e Session IPA (Lucas Bonancin), Quadruppel (Gian e Beto) Witbier e APA (Guilherme), Belgian Blond Ale (Felipe e Danusia), Session com calda de cereja e Weiss com amora (Matulle), Belgian Blond Ale (Leo), “Trapista” (Carlos “Japa”), Session com café (Garay), Wee Heavy (João Bontatt) e Robust Porter com amburana (Jorge). Além do compartilhamento das cervejas produzidas pelos associados presentes, ocorreu a degustação da Pink Oktober Witt, cerveja produzida em outubro de 2016 através da brassagem coletiva feminina promovida por associadas com o apoio da Cervejaria Sapopemba, Acerva Paranaense, Maniacs Brewing Co., Tridentum Brewers Supplies, Comadraria Lulupulinhas, Homebrewers Insumos e Confraria Nacional Mulheres Cervejeiras, por ocasião do Outubro Rosa. A Terça dos Artesanais recebeu cerca de 50 pessoas. Parabéns a todos os envolvidos! O próximo, nominado como “Quarta das Artesanais”, ocorrerá em 25 de janeiro, também na CERVEJARIA SAPOPEMBA, às 19h. Partiu?! Confira aqui as fotos na nossa página do Facebook!

India Pale Ale (IPA)

O estilo de cerveja India Pale Ale, ou simplesmente IPA para os íntimos, ficou bem popular nos últimos anos aqui no Brasil — e no mundo também. Mas, afinal, qual é a diferença dela para uma cerveja comum? A resposta é o alto teor de lúpulo, uma flor da família Cannabaceae, prima da cannabis, que proporciona aroma e amargor à bebida. Outra característica é que, geralmente, elas trazem um teor alcóolico mais elevado. Mas vamos voltar um pouquinho no tempo e entender como ela surgiu, ok? DO REINO UNIDO À ÍNDIA DE NAVIO A IPA nasceu por uma necessidade comercial do Império Britânico durante o século 18. O clima na Índia era muito quente para fabricar cerveja. Então um cervejeiro chamado George Hodgson desenvolveu uma receita com um elevado teor de lúpulo — que é um conservante natural — e álcool para aguentar à longa jornada de navio, que durava meses do Reino Unido à colônia indiana.   Mas com o chegada das câmaras refrigeradas, ela foi perdendo sua relevância e virou uma coadjuvante no mercado etílico. Até que, a partir da década de 1970, as cervejarias artesanais americanas fizeram deste estilo de cerveja um sucesso novamente. Essa tendência se intensificou nos anos recentes e desembarcou também no Brasil. Hoje é possível encontrar excelentes rótulos nacionais. VARIAÇÕES E ESTILOS Com a crescente popularidade dela, era de se imaginar que diferentes estilos surgissem pelo mundo, cada um com características específicas. A American IPA, por exemplo, costuma trazer um leve dulçor e amargor mais moderado — comparada às outras, mas bem acima das cervejas clássicas — com notas cítricas e frutadas.   Já a English IPA apresenta um sabor mais amargo, seguindo a tradição das velhas receitas britânicas do século 18, e final bem seco. Possui um aroma mais herbal e terroso. Aí temos também a Imperial ou Double IPA, uma versão mais extrema da bebida, cujo amargor e teor alcoólico vão lá para o alto. Há ainda outras variações, como a Black IPA e a New England IPA, mas o mais importante é entender a essência deste tipo cerveja: amarga, aromática e — apesar disso — bastante refrescante.